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O CAIS e as novas modalidades de atendimentos: a instituição precisa responder à altura de sua época

-Alice Rezende, Cristina Abranches e Simone Gordiano


Desde março de 2020, quando o país foi invadido pelo novo corona vírus, o Centro de Atendimento e Inclusão Social (CAIS) deparou-se com a necessidade de reinvenção de suas modalidades de atendimento, a fim de que o trabalho pudesse seguir seu curso, ainda que em outras formatações.

Zelando pelas 500 crianças e famílias atendidas, assim como pelos profissionais que compõem a equipe, o CAIS passou a entrar na casa de cada um dos atendidos por meio de ferramentas digitais que possibilitassem seguir com o tratamento, sem desrespeitar os cuidados necessários ao cumprimento do isolamento social.

Os dispositivos de laços virtuais como teleconsultas, individuais e em grupo, em salas virtuais com um, dois ou mais profissionais, mensagens de áudio e texto, imagens, vídeos, sugestões de brincadeiras e de atividades vem sendo elaborados de acordo com a demanda de cada criança e as condições singulares de sua família.

Dentro do possível que o novo normal nos impõe, o CAIS está sustentando o plano terapêutico integral de cada criança, com os atendimentos de profissionais de formações distintas, em atendimentos individuais e compartilhados. A equipe composta por fonoaudiólogos, músicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, pedagogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, neurologista e psiquiatra atua para manter vivo a escuta de cada paciente e a atuação institucional.

As reuniões clínicas mantêm-se, semanalmente, no empenho de construir os casos com os diversos saberes que tecem o trabalho desta equipe interdisciplinar. Este é um dos dispositivos de trabalho institucional, em que são revistos, constantemente, o lugar da psicanálise e suas ferramentas no trabalho em equipe frente ao novo contexto.

Após esses cinco meses de reinvenções, decidimos realizar, em agosto, o primeiro seminário interno a fim de recolher os efeitos deste trabalho com as crianças e suas famílias na pandemia. Nesse seminário, a superintendente do CAIS, Cristina Abranches, trouxe questões importantes e provocativas sobre os atendimentos na clínica com bebês, particularmente com aqueles prematuros do Programa Acompanhamento de Bebês. O seminário contou ainda com a presença da convidada Maria Eugenia Nabuco, psicanalista e professora, que trouxe contribuições fundamentais, especialmente no que tange a importância dos ideais no horizonte dos tratamentos, e no sentido de como operar com a equipe interdisciplinar.

A leitura das modalidades de linguagens dos bebês é um novo desafio a ser enfrentado nos atendimentos virtuais, mas já com boas perspectivas de intervenção. Essas novas plataformas e invenções, vêm permitindo sustentar o compromisso do CAIS com o tratamento das crianças, bem como a orientação e o suporte às suas famílias. Afinal, um serviço orientado pela psicanálise não pode recuar aos desafios de sua época.

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Cais Contagem

O CAIS-Centro de Atendimento e Inclusão Social é uma instituição sem fins econômicos que atua há 49 anos, com sede no município de Contagem. Tem como missão: contribuir para a inclusão e o convívio com a diversidade a partir do atendimento especializado, promovendo um novo olhar sobre a deficiência. Atende mensalmente a 500 pessoas com deficiência, nas áreas de saúde, educação e social. Contempla todas as faixas etárias; de bebes a adultos, e acompanha as famílias das pessoas atendidas.

Emailcais@cais.org.br

Telefone: (31) 3393-1988/ 3395-0700

Celular: (31) 97178-0935 (Em meio a pandemia estamos atendendo através deste número!!)

Rua AJ, 171 - Conjunto Água Branca - Contagem

Minas Gerais - Brasil

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